Acompanhando as reclamações dos jogadores na edição 2024, contamos o que mudou na organização e gestão da Conmebol Libertadores.
2024 foi um ano muito particular para as seleções sul-americanas que disputaram aConmebol Libertadores. O torneio internacional seria disputado inicialmente no Uruguai, porém, por ordem da Conmebol e, faltando 35 dias para o início do torneio, a Federação Uruguaia de Futebol anunciou que não seria a sede.
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Isso afetou negativamente as equipes uruguaias que iriam competir, Nacional e Peñarol, já que tinham dois lugares para sediar e por fim foram as Carboneras que viajaram para o Paraguai, que sediou pela terceira vez na história.
Depois disso, assim que o torneio começou, a organização não parecia ser das melhores: os jogadores tiveram que se aquecer fora dos campos de jogo e jogaram em dois estádios cujos campos não estavam em boas condições.
Laurina Oliveros, goleira do Boca Juniors, foi uma das que levantou a voz em entrevista após uma partida. "Não é assim que se cresce, jogar de três em três dias no calor é, é uma loucura. Não passa pela cabeça de ninguém", afirmou e desejou em voz alta: "Espero que um dia possamos compará-lo com o torneio masculino para que todos estejam saudáveis e à altura de poder jogar um torneio adequadamente, porque todos os jogadores merecem melhores condições."

O que mudou daquela Libertadores no Paraguai para esta edição na Argentina?
Este ano a Conmebol Libertadores será disputada na Argentina, no estádio Florencio Sola, em Banfield, e no Nuevo Francisco Urbano, em Morón.
A primeira a se manifestar sobre o assunto foiVanina Preininger, que soube jogar a final contra o Palmeiras com a camisa do Boca na edição 2022. "O bom é que o aquecimento é dentro de campo, isso é muito positivo. O estádio do Banfield e seu campo são lindos. Claro que é preciso mais divulgação para que venha mais gente e todo o futebol feminino da Argentina tenha que vir apoiar os times", disse ela ao FutFemGol.

Por sua vez, Lauchi Oliveros também se pronunciou novamente sobre as condições desta edição. “O fato de ter um elenco um pouco maior, com 23 jogadores, muda porque você tem mais substitutos; o VAR é uma ferramenta que agrega e dá visibilidade. Temos que melhorar os dias entre os jogos, isso é fundamental, porque o desgaste físico que todos temos é impressionante; e os campos de jogo, porque o Banfield está impecável, mas o Morón deixou um pouco a desejar. Seria bom adicionar um campo, também para cuidar desses campos”, analisou.
Outra jogadora que entrou na reflexão foi Carolina Troncoso, que marcou o primeiro gol dos Gladiadores nesta edição da Libertadores. “Fizemos o aquecimento em uma quadra pequena.Tem muitas coisas para melhorar e essa é uma delas, sempre acontece na Libertadores que temos pouco espaço para aquecer, e são coisas que seria bom melhorar”, questionou.
Embora saibamos que ainda há um longo caminho a percorrer, houve avanços concretos na organização desta edição da Conmebol Libertadores e os jogadores reconhecem isso. Agora resta, sobretudo, ajustar o calendário para que o torneio de clubes mais importante da América do Sul não seja disputado em menos de um mês e abrir mais estádios para que o espetáculo esportivo cresça cada vez mais.

