As jogadoras da Seleção Argentina, Flor Bon Segundo e Beti Soriano, conversaram com exclusividade com o FutFemGol durante a Copa América, em Quito.
A Argentina disputa uma nova Copa América, desta vez em Quito, Equador, e começou com o pé direito: em sua primeira partida venceu um dos rivais mais difíceis do grupo A, Uruguai, e depois comemorou contra Chile e Peru. E Florencia Bon Segundo e Betina Soriano conversaram com exclusividade com o FutFemGol sobre esta importante competição.
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“Estes torneios são complicados entre a altitude e tudo o que ela implica, por isso nos dias de descanso o mais importante é a recuperação”, começou Bon Segundo. Soriano, por sua vez, mergulhou na altura e disse que nos 90 minutos parece que não estão habituados. Porém, o jogador cordoba insistiu que se preparou da melhor maneira possível.
"A Copa América está acontecendo e a fasquia está alta. Elas estão trabalhando bem nas categorias de base, nos clubes, nas federações e isso fica evidente nas meninas que jogam aqui. Tudo soma, sempre se quer vencer e vamos seguir esse caminho”, disse Bonse e acrescentou: “Não é uma pressão porque o futebol argentino ainda está crescendo. Uma nota que em outros países cresceu muito e nos devem um pouco mais. Deixe só você estar presente (FutFemGol) pois médium também chama muita atenção. Dizemos que tem gente que tem consciência mas ainda tem gente que não tem, e às vezes é cansativo atingir uma meta pela visibilidade, mas aqui estamos.”
"Dói porque no final todo ano você se qualifica para alguma coisa e não temos o apoio que queremos. Temos que conseguir algo para que isso continue crescendo", explicou o meio-campista e disse que da mesma forma a Albiceleste tenta sempre continuar tentando.
Beti, por sua vez, disse que, junto com Flor, fazem parte do grupo de pioneiros que tentaram mudar muitas coisas não só na Seleção, mas também no futebol local. Ambos são amigos e trocam experiências, um daqui e outro da Europa. “A mudança será vista daqui a 15 anos porque ainda há um longo caminho a percorrer; o importante é que estamos avançando. O que acontece conosco é que nos resta pouco porque já somos adultos", explicou ela.
Por fim, ambos concordaram que é preciso valorizar o esforço dos jogadores de futebol que não só treinam e abrem mão da vida pela camisa, mas também têm empregos extras porque não conseguem viver do futebol. Até Beti teve que se afastar do trabalho para poder viajar para a Copa América. A Argentina fechará a fase de grupos contra o Equador na próxima quinta-feira, às 21h.

